Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior

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por estudante do Ensino Superior

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Governo de Moçambique reafirma o seu compromisso de financiamento   à pesquisa científica

A garantia foi dada, recentemente, pelo Ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior de Moçambique, Daniel Nivagara, no contexto da cerimónia de abertura do VI Simpósio Anual do Fórum Africano para Pesquisa e Educação em Saúde (African Forum for Research and Education in Health –AFREhealth), evento de três dias realizado no Centro Internacional de Conferências Joaquim Chissano (CICJC), na cidade de Maputo.

De acordo com Nivagara, o apoio à pesquisa científica, ao desenvolvimento tecnológico e a inovação constitui uma das principais prioridades do Governo moçambicano. Como imagem, de 2015 à 2020, foram financiados um total de 199 projectos, dos quais 15,08% estão relacionados à área de Saúde. Destaca-se que, desse conjunto, 12 projectos foram especificamente voltados para o combate à pandemia do novo Coronavírus (COVID-19).

Num outro desenvolvimento, o dirigente ressaltou a importância da valorização dos investigadores, os principais agentes do desenvolvimento científico. Para isso, o Governo aprovou, em 2006, o Estatuto do Investigador Científico, com o objectivo de promover a integração da classe na respectiva carreira e incentivá-los à prosseguirem com suas pesquisas inovadoras.O titular da pasta de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior afirmou ainda que em resultado do reconhecimento da necessidade e importância da criação de um ambiente apropriado para o desenvolvimento da investigação científica em vários domínios de actividades, o Governo aprovou através da resolução nº 23/2003, de 22 de Julho, a Política de Ciência e Tecnologia (PCT), instrumento que passou a definir o desenvolvimento da investigação científica, a formação de recursos humanos, o fortalecimento institucional e o estabelecimento de parcerias internacionais, entre outras, como acções de importância estratégica.

Adicionalmente, visando operacionalizar a Política de Ciência e Tecnologia (PCT), o Governo aprovou em 2006 a Estratégia de Ciência, Tecnologia e Inovação de Moçambique (ECTIM), instrumento que passou a definir o conjunto de áreas prioritárias e transversais às quais o país deve dedicar atenção. Nessa perspectiva, o governante enfatizou que a pesquisa e o desenvolvimento tecnológico em saúde constituem uma das áreas prioritárias  da ECTIM.

No momento, tanto a PCT, quanto a ECTIM estão em fase final de revisão e actualização, com o propósito de adequá-las às dinâmicas contemporâneas do desenvolvimento científico, tecnológico e de inovação, bem como à transferência de tecnologias.

Com esse firme compromisso do Governo em incentivar e financiar a pesquisa científica, Moçambique vislumbra um futuro promissor para o desenvolvimento tecnológico e inovação, que certamente trará avanços significativos para a nação e contribuirá para o bem-estar da sociedade como um todo.

Importa recordar que o VI Simpósio Anual da AFREhelth decorreu sob o tema principal “Os Desafios da Prestação de Serviços da Investigação e da Educação em Saúde, no contexto da Transição Epidemiológica e das Alterações Climáticas”.

AFREhealth é um Fórum Pan-africano com o objectivo primordial de impulsionar a formação de profissionais de saúde e o desenvolvimento da investigação científica, visando alcançar a excelência no exercício das profissões da saúde, influenciando um novo padrão interprofissional, rumo à melhoria da qualidade dos cuidados de saúde a prestar à população, por um lado e, para a sustentabilidade dos Sistemas Nacionais de Saúde dos nossos países, por outro.