MCTES Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior

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MCTES e Banco Mundial auscultam sector privado das TIC

O Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior através da Direcção de Sistemas de Informação, Estudos e Projectos (DISIEP) em coordenação com o Banco Mundial realizaram um encontro com o sector privado com vista a auscultar as acções e prioridades a serem implementadas pelo projecto de Economia Digital e Governo Electrónico (EDGE) no âmbito da promoção do ecossistema de GovTech em Moçambique.

Na sua intervenção, o Director de Sistemas de Informação, Estudos e Projectos, Constantino Sotomane disse que o MCTES pretende apoiar o sector privado a elevar a sua capacidade para participar na implementação do projecto EDGE e no processo de transformação digital do nosso país através da prestação de serviços e soluções.

Constantino Sotomane, referiu também que o encontro teve como finalidade partilhar o projecto EDGE que tem três objectivos principais: aumentar o acesso a identificação digital (bilhete de identidade), melhorar os serviços públicos digitais e aumentar as oportunidades de negócios digitais.

O projecto EDGE- Economia Digital e Governo Electrónico é um projecto em implementação pelo MCTES com apoio do banco mundial através de uma doação de 150 milhões de dólares.

Para a especialista do sector privado no Banco Mundial e co – líder do projecto EDGE, Eva Miranda, o projecto está alinhado com as prioridades do governo e pretende alavancar a economia digital e o governo electrónico no nosso país.

Eva Miranda, apresentou as componentes do projecto onde o primeiro bloco se pretende a reforma analógica e conectividade, a segunda componente faz referencia ao sistema de identificação e serviços digitais.

A especialista do Banco Mundial acrescentou que o objectivo e possibilitar que setenta por cento da população tenha acesso ao bilhete de identidade e a melhoria de serviços públicos.

Outrossim, precisa-se de alavancar o ecossistema de negócios digitais para tornar o sector privado mais robusto e atender as necessidades de mercado, como também, capacitar as instituições na gestão de projectos.

A representante do Banco Mundial, salientou que as Pequenas e Médias Empresas nacionais (PMEs) e as Start- ups encontram alguns constrangimentos como a falta de uma estrutura que reconheça a natureza de negócios digitais, o acesso limitado ao mercado, ausência de mecanismos de financiamento inicial, oferta limitada de serviços de apoio ao ecossistema ou ainda, a falta de capital humano.

Deste modo, pretende-se ajudar a 1000 empresas nacionais em capacidades digitais de modo a fortalecer as suas habilidades através de melhoramento do processo de qualidade, de aquisição e acesso ao mercado.

Recordar que o projecto EDGE do Baco tem a duração de cinco anos e neste momento, está a aprimorar os detalhes para que as empresas respondam aos critérios do Banco Mundial.