MCTES Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior

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MCTES pretende reforçar cooperação com a União Europeia

O ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Daniel Nivagara recebeu em audiência o Embaixador da União Europeia em Moçambique, Antonio Sánchez-Benedito Gaspar onde abordaram as áreas de cooperação no domínio da ciência, tecnologia e inovação. Na reunião de trabalho, Daniel Nivagara expressou que Governo de Moçambique prioriza o fortalecimento da ciência, tecnologia e inovação, […]

O ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Daniel Nivagara recebeu em audiência o Embaixador da União Europeia em Moçambique, Antonio Sánchez-Benedito Gaspar onde abordaram as áreas de cooperação no domínio da ciência, tecnologia e inovação.

Na reunião de trabalho, Daniel Nivagara expressou que Governo de Moçambique prioriza o fortalecimento da ciência, tecnologia e inovação, de modo a que estas contribuam de modo visível para a redução da pobreza, crescimento económico e melhoria de vida dos moçambicanos.

Para o efeito, o pelouro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior pretende melhorar os serviços públicos aos cidadãos como também, desenvolver competências dos mesmos no campo da ciência, tecnologia e inovação.

Deste modo, a aproximação da União Europeia visa apoiar as iniciativas que possibilitem a capacidade institucional e a elevação de competências para a monitoria e avaliação das actividades desenvolvidas na ciência, tecnologia e inovação.

Dados de 2018 indicam que a despesa para o campo da investigação no país é de apenas 0.33 por cento do Produto Interno Bruto (PIB) contra os 1 por cento definido ao nível da região austral.

As áreas de ciências sociais, letras e humanidade continuam a ser as que possuem maior número de investigadores (31,41 por cento), ciências agrárias (16,68 por cento), ciências de educação (12,86 por cento). Uma percentagem de (39,05 por cento) desenvolveram actividades em diversas áreas científicas.

Igualmente, os números indicam que a despesa do país pende para as ciências de saúde e biomédicas com 49 por cento da despesa contra 7 por cento de engenharias e tecnologias e 9 por cento para as ciências naturais, o que denota algum défice de investimento na Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemáticas (STEM).

Assim, os desafios passam por consolidar o Sistema Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação de modo a garantir a implementação efectiva da politicas de ciência e tecnologia (PCT) e Estratégia de Ciência, Tecnologia e Inovação de Moçambique (ECTIM); e garantir a coordenação e implementação da Agenda Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação.

Otrossim, a necessidade de desenvolver um mecanismo de financiamento para o sector de Ciência e tecnologia e inovação,  eficiente e sustentável; consolidar a ligação entre o Governo, a Academia e o Sector Privado, com vista ao desenvolvimento económico, social e humano do país; aumentar o número de publicações de trabalhos científicos e registo de patentes nas Instituições de Ensino Superior e Instituições de Investigação,  bem como o eestabelecimento de um mecanismo de monitoria e avaliação para medir o desempenho do sistema de ciência, tecnologia e inovação, na vertente sócio-económica constituem desafios do sector.

Segundo o embaixador da União Europeia em Moçambique, Antonio Sánchez-Benedito Gaspar, o organismo identificou três áreas de actuação em Moçambique nomeadamente as mudanças climáticas e desenvolvimento sustentável, a juventude e a governação.

O representante da União Europeia referiu que existem inúmeras oportunidades de trabalho entre a organismo e o governo através da Africa, Caraíbas e Pacífico (ACP) para identificar prioridades e planos de acção.

Antonio Sánchez-Benedito Gaspar informou também que a União Europeia possui um mecanismo de apoio as políticas de inovação que constitui uma oportunidade para o ministério apresentar as necessidades e prioridades.