Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior

Programa um computador
por estudante do Ensino Superior

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Programa do Acampamento de Codificação “Meninas Africanas Conectadas” contribuirá para redução do fosso digital e emponderamento das raparigas em TIC

Quem o afirma é o Ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Daniel Nivagara, que à 23 de Outubro do ano em curso, dirigiu na cidade de Chimoio, na província de Manica, a cerimónia de Abertura do Programa do Acampamento de Codificação “Meninas Africanas Conectadas”, comummente designado por Coding Camp, evento que decorrerá de 23 à 30 de Outubro corrente. 

Trata-se de um evento de âmbito internacional que vai na sua 8a. edição no presente ano de 2023 e é a primeira vez que tem lugar em Moçambique. A actividade em apreço é organizada pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (MCTES) em parceria com a Comissão Económica das Nações Unidas para a África (UNECA) e, em coordenação com a Universidade Púnguè (UNIPÚNGUÈ).

Recorde-se, que considerando a importância cada vez maior da tecnologia para o crescimento e o desenvolvimento sustentável, a UNECA encontra-se a apoiar os países africanos rumo à transformação digital através de diversas iniciativas, tais como, apoio na elaboração de legislação sobre Política Digital, Governação de Dados, Segurança Cibernética, Infra-estrutura Digital, Investigação e Desenvolvimento de Capacidades, tendo lançado em 2020 um programa denominado “Acampamento de Programação, Meninas Africanas Conectadas – Coding Camp” visando colmatar o fosso digital e promover as competências em Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC) para a rapariga em todo o continente africano.

Assim, segundo o titular da pasta de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Daniel Nivagara, o Programa do Acampamento de Codificação “Meninas Africanas Conectadas” (Coding Camp) coaduna com os propósitos da Prioridade I do Programa Quinquenal do Governo 202024 (PQG 2020-2024), relativos ao desenvolvimento do Capital Humano e Justiça Social, desiderato que é assegurado através da promoção, pelo Governo, de um sistema educativo e inclusivo, eficiente e eficaz que responda às necessidades do desenvolvimento humano.

“É assim, que como Governo, tanto a nível central, quanto provincial e local, temos vindo a promover a expansão e o acesso equitativo aos diversos subsistemas de ensino, prestando particular atenção a retenção da rapariga e as disparidades geográficas e de género”, enfatizou o dirigente ministerial.

Este Programa do Acampamento de Codificação “Meninas Africanas Conectadas” (Coding Camp) visa alcançar, entre outros, resultados tais como, (i) doptar as raparigas e mulheres jovens de competências técnicas e sociais fundamentais e capacitá-las para prosseguirem o ensino nas áreas de Ciência, Tecnologia, Engenharia, Artes e Matemática (CTEAM); (ii) promover o emprego e o empreendedorismo em tecnologias digitais; (iii) apresentar inovações e projectos desenvolvidos por estas jovens inovadoras; e (iv) reforçar a integração das TIC, do género e da programação nos currículos nacionais. 

À esse propósito, o timoneiro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior afirmou que o Governo de Moçambique reconhece que as TIC desempenham um papel fundamental na promoção do crescimento e desenvolvimento socioeconómico, bem como no incremento da interacção e promoção do intercâmbio político e cultural, tanto internamente no país, quanto com outras nações.

Nessa conformidade, segundo o dirigente ministerial, o Governo de Moçambique, através de instrumentos de política, de regulação e regulamentação, vem promovendo várias acções para massificar o uso das TIC em vários sectores da sociedade, no caso particular no sector da educação, nos seus mais diversos subsistemas de ensino.

“Assim, congratulamo-nos com a realização desta actividade, que possibilitará a capacitação presencial de 62 raparigas, 40 das quais oriundas desta maravilhosa Província de Manica e, mais de 3000 raparigas que se encontrarão conectadas virtualmente pela África nesta acção de formação”, afirmou o Ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior.

A presente edição do Programa do Acampamento de Codificação “Meninas Africanas Conectadas” (Coding Camp), conta com a participação presencial de 62 formandas, sendo 62 moçambicanas (2 representantes de cada uma das províncias do país, com excepção da província de Manica, anfitriã do evento, que se fez representar por 40 estudantes) e 2 estudantes da República de Angola.

O governante partilhou ainda que o Programa do Acampamento de Codificação “Meninas Africanas Conectadas” (Coding Camp), enquadrava-se nos múltiplos esforços do cumprimento no continente dos Objectivos de Desenvolvimento Sustentável 2030 (ODS 2030) e da Agenda 2063 da União Africana.

Na sua essência, o Programa do Acampamento de Codificação “Meninas Africanas Conectadas” (Coding Camp) tem por objectivo capacitar as raparigas em programação e contribuir para a redução do fosso digital entre homens e mulheres.

Por isso mesmo a referida acção formativa tem como grupo-alvo raparigas e mulheres jovens dos 12 aos 25 anos de idade, com interesse em TIC e disciplinas de CTEAM e/ou com envolvimento em projectos de inovação na área de TIC.

Participaram na cerimónia de abertura desta edição do Programa do Acampamento de Codificação “Meninas Africanas Conectadas” (Coding Camp), dedicada aos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOPs), entidades do Governo central, do Conselho dos Serviços de Representação do Estado na Província de Manica, do Conselho Executivo Provincial de Manica, do governo do distrito de Chimoio, do Conselho Autárquico da Cidade de Chimoio, dirigentes e membros dos órgãos colegiais da UNIPÚNGUÈ, dirigentes de instituições de ensino superior e, um convidado especial, o senhor Mactar Seck, Chefe da Secção de Tecnologia e Inovação, Divisão de Tecnologia, Mudanças Climáticas e Gestão de Recursos Naturais, das Nações Unidas – Comissão Económica para África – UNECA.

“Nesta conformidade, louvamos esta iniciativa de formação em áreas técnicas e de conhecimento candentes para a actualidade nacional e internacional e, fazemos votos que esta capacitação tenha um efeito multiplicador impactante na vida das formandas e nas respectivas comunidades nas quais elas se encontram inseridas”, concluiu o Ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Daniel Nivagara.