MCTES Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior

25

Seminário sobre Cibersegurança marca Celebração do Dia Mundial da Ciência

A realização dos seminários de consciencialização sobre Cibersegurança, organizados pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (MCTES) através da Direcção de Sistemas de Informação, Estudos e Projectos, em coordenação com o Centro Nacional de Biotecnologia e Biociências (CNBB), marcaram a Celebração do Dia Mundial da Ciência Pela Paz e Pelo Desenvolvimento, efeméride que se […]

A realização dos seminários de consciencialização sobre Cibersegurança, organizados pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (MCTES) através da Direcção de Sistemas de Informação, Estudos e Projectos, em coordenação com o Centro Nacional de Biotecnologia e Biociências (CNBB), marcaram a Celebração do Dia Mundial da Ciência Pela Paz e Pelo Desenvolvimento, efeméride que se celebra a 10 de Novembro de cada ano.

Participaram da formação um pouco mais de 200 raparigas de diferentes instituições de ensino médio e técnico profissional da cidade de Maputo e Província de Maputo.

Abordando a questão dos cuidados a ter era digital, o Director Nacional Adjunto de Sistemas de Informação, Estudos e Projectos (DISIEP), Eugénio Jeremias, disse que a era digital desafia os países a adoptarem um novo conceito de segurança que é a segurança cibernética.

Segundo Eugénio Jeremias, a segurança Cibernética deve ser encarada com responsabilidade e envolvimento de todos para tirar proveito no uso das novas tecnologias de informação e comunicação.

Na sua intervenção defendeu que as Tecnologias de informação e Comunicação (TIC) visam facilitar os serviços ao cidadão, permitindo solucionar problemas em pouco tempo, não só nas capitais, mas também, nas regiões rurais, como são o caso do Mkesh, Mpesa, EMolaentre outras formas de transacção electrónica.

Para Eugénio Jeremias, a preocupação agora é consciencializar e transmitir boas práticas no uso das tecnologias de informação e comunicação, bem como induzir a cultura de segurança cibernética.

 Aliás, a consciencialização é uma das principais medidas para reduzir o cibercrime, pois alguns ataques incidem directamente sobre o cidadão utilizador das TIC e ao dispositivo que usa para aceder as plataformas digitais, como a internet, WhatsApp, Facebook e plataformas de ensino e trabalho virtuais.

Estas plataformas enquadram-se nos avanços da digitalização da economia nacional através da transformação digital em curso, adoptando políticas de inclusão em todas as camadas da sociedade.

“É imperioso que o cidadão esteja sensibilizado e assuma um comportamento seguro responsável na utilização da internet”, vincou o palestrante.

Referir que para o uso seguro das plataformas digitais, o internauta deve ter em conta o certificado de segurança do site, verificar o interesse de website quando insere as informações pessoais, entre outras formas para evitar crimes. 

No decurso do evento, o Director salientou que o governo está preocupado com o aumento de praças digitais que permitam o acesso grátis à internet, e já estão instaladas em todas as capitais provinciais, faltando cobrir todos os distritos até 2024.

No que lhe concerne, a Directora do Centro Nacional de Biotecnologia e Biociências (CNBB), Alsácia Atanásio, disse que as actividades enquadram-se no âmbito das actividades que o sector vem desenvolvendo em parceria com a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), no âmbito do programa de consciencialização da rapariga sobre a cibersegurança.

Conforme a Alsácia Atanásio, quando usadas por pessoas mal-intencionadas, as TIC podem servir parra extorquir raparigas e outras formas de abuso. Dai que na segunda fase do ciclo de actividades treinaremos as raparigas em competências sobre o uso correcto das TIC e o acesso à internet.

A Directora de Serviços Provinciais de Assuntos Sociais, Célia Zandamela, enalteceu a realização do evento   e referiu que o mesmo permite dotar as raparigas de conhecimentos para tomar as melhores decisões perante os desafios impostos no uso das TIC.

Segundo Célia Zandamela, para termos mais raparigas e jovens a efectuarem o uso seguro das TIC, é necessário enriquecer o vocabulário da mulher na era digital, para a segurança cibernética, afiançou.

Na ocasião, salientou que as TIC permitem o acesso à informação sobre os direitos da saúde, a segurança da mulher, e serviços para acesso às mulheres vitimas de violência do género, bem como a liderança da mulher na sociedade.